Heitor explora o peso das imagens na vida das pessoas, pelo desenvolvimento de uma dança baseada na exaustão física e na repetição. Um cenário é constituído por projeções de imagens pornográficas de sexo gay, que se modificam e interagem espacialmente de acordo com os movimentos do performer, criando um ambiente que é, ao mesmo tempo, opressivo e atrativo. O solo também traz uma forte reflexão sobre a experiência da juventude homossexual no século XXI, perpassando questões como afeto, solidão e estigmatização da identidade pelo sexo e pela prática sexual.
Neste solo, projeções são controladas pela posição da performer, utilizando um sensor MS Kinect v2.
3 catástrofes sobre o prazer apresenta quatro solos de dança e performance atravessados por relações técnicas e tecnológicas, e desafiados a abordar o prazer em algum recorte de sua abrangência. Cada um dos solos, que se unificam apenas pelo recorte temático e pela discussão relacional de tecnologia e artes da cena, evidencia as pequenas catástrofes e acidentes que compõem a busca por prazer, bem como a permanência em seu estado - nunca pleno - e a queda que procede a euforia. Assim, colocando a tecnologia em cena como meio de trocar afetos sobre o prazer, que sempre negocia o corpo como estrutura e construto, os performers questionam aquilo que os punge por meio da materialidade e da virtualidade.
Elenco, Coreografia e Direção: Heitor Dutra.
Direção Musical: Iuri Brainer.
Trilha Sonora Original: Iuri Brainer e Marcello Rangel.
Trilha Sonora: Ça Va (par Pilou, 1982)
Concepção Tecnológica, Produção e Edição de Vídeo: Ricardo Scholz.
Iluminação: Dara Duarte.
Fotografia e Vídeos: Caranguejo Produtora (Duda Carvalho e Humberto Reis).
Solo #2 do espetáculo "3 catástrofes sobre o prazer".
Teatro Hermilo Borba Filho, Recife/PE, 20 e 21/05/2017.
Público Total: 145 espectadores.
Duração Aproximada: 15 minutos.
Software: marine.